postado por >Rafael Marçal
às 08:29
Domingo, Outubro 11, 2009
A história de como virei humorista
Antes de contar como virei humorista preciso contar do caminho, de tudo que me levou até a esse ponto.
Eu era um maníaco sexual, todas as minhas atitudes procuravam sexo, tudo era flerte e tudo levava-me a conquistar uma mulher. Ou a tentar.
E enquanto eu conseguia saciar meu vício eu não notei o problema, o viagra sempre foi meu amigo e o único problema que tive foi quando eu não consegui mais arrumar mulher.
Fui numa terapeuta, fiz questão de que ela fosse mulher e bonita. O duro é que ela era competente também, me indicou um hobby e eu pedi uma sugestão:
- Cultive flores!
- Se eu virar um jardineiro, você sai comigo?
- Se você virar mulher eu talvez saia.
E ficou me olhando com aquela cara de pouco profissional, acho que ela também precisa de terapia.
Enfim, minha nova terapeuta era competente também. Hétero e feia, fiz questão.
- Chamou sua última terapeuta pra sair, não é?
- Ela te disse?
- Entre outras coisas...
- Mas ela pelo menos tem bom gosto.
Não consegui disfarçar uma risadinha.
- Tenho um tratamento para seu caso, um confronto radical com sua obsessão.
- Confronto radical?
- Transar além de suas forças, até enjoar...
- Mas isso pode durar dias, que mulher concordaria?
E ela fez a mesma carinha de pouco profissional da primeira terapeuta.
E contando essa história para amigos muitos riam, acabei me divertindo também e ainda arrumo umas gatas com o status de comediante.
Sabe como é, as mulheres gostam de quem as faz rirem.
postado por >Rafael Marçal
às 15:50
Sexta-feira, Agosto 28, 2009
Profissão: Ex-BBB
Podemos até dizer que eles são oportunistas, mas não podemos condená-los por isso. Quando o Reality Show chegou ao Brasil, através do Pioneiro e Oportunista Mór Silvio Santos, percebemos que vários artistas aproveitaram para sair do ostracismo e ganhar um fôlego na mídia.
Para alguns foi um tiro no pé, Bárbara Paz participava de alguns filmes interessantes e tinha certo trânsito na Globo, podia aparecer numa novela e fazer uma carreira com seu sorriso maroto, mas a Casa dos Artistas manchou seu currículo e fechou a porta da emissora do Rio para ela. Leandro Lehart também decaiu tanto que podemos dizer que ele era mais famoso antes do programa.
Outros se mantiveram no mesmo nível de fama: Nana Gouveia, Matheus Carrieri, Mari Alexandre e Alessandra Scatena fizeram volume e a chance passou.
Já Alexandre Frota e Supla ressurgiram das cinzas, foram polêmicos e fizeram uma grana com a fama forjada. Hoje nenhum aparece tanto na mídia por seus talentos, mas conquistaram a estabilidade da carreira. Para o caso deles foi vantagem de negócio, acreditem.
Depois disso a Grandona do Rio lançou a versão oficial e legalizada do programa, idealizado pela Endemol, e obteve muito sucesso de audiência e renda. Fez algumas adaptações, processou os concorrentes e meio que monopolizou o formato nos próximos anos mantendo um certo lucro na relação custo/benefício do programa.
Mas a fonte secou.
Com quedas exponenciais de audiência (e renda) chegaram a cogitar o fim do BBB, um alívio para muitos e um fato como outro qualquer para a maioria.
Mas aí somos surpreendidos com A Fazenda, fazendo tudo de novo, celebridades pouco conhecidas, jornalista de apresentador, polêmicas e todas as contra-indicações de um reality show em horário nobre. A surpresa não foi a reciclagem e sim o sucesso do programa. Gerou notícia, patrocínio, audiência, críticas e celebridades instantâneas. Tudo que um “bom” reality show tem.
E quem será a nova Sabrina Sato para sobreviver ao vai e vem da maré de sucesso forjado? E qual será o “novo” programa idêntico ao de 10 anos atrás? E quem é que está assistindo ao No Limite?
Por isso que eu bebo nessa vida.
postado por >Rafael Marçal
às 10:46
Sábado, Agosto 15, 2009
BASE DO QUINTO METATARSO III — COTIDIANO DO ENFERMO
Aquele pálido azul do céu, quando o sol, em seu curto caminho no inverno, chegava aos talhados cumes da parte teresopolitana da Serra dos Órgãos — Verruga do Frade, Pedra do Sino, o Garrafão e demais montes que possuem nome mas eu não sei qual, quem sabe é o pessoal escoteiro daqui. Seus raios, quando não esbarravam nas nuvens e nos terraços de alguns dos “arranha-céus” do Bairro Alto, entravam no meu quarto e aqueciam meu pé, prostrado na cama, junto com meu corpo. Era a maneira que tinha de tomar banho de sol, logo depois de comer a papinha do almoço.
Era a hora de esticar as pernas e aquecer o pé para que ele não ficasse com a aparência de iminente mutilação. Saia da cabeceira da mesa, deixava meu livro e meus cadernos, cafés e cigarros, para o descanso, com as muletas, claro! Impreterivelmente na companhia de meus cachorros. De vez em quando vinha o sono. Vida de enfermo.
Deixei os romances fora de foco por um tempo e fui a um dos livros da coleção “Os Pensadores”. “Ensaios”, de Michel de Montaigne. Sua gama de textos, ou seja, pensamentos, ideias e opiniões expostas em uma sequência aparentemente despretensiosa, são embasadas em muita experiência pessoal e observações. Conecta-se tudo em agradáveis leituras. Livro I, do capítulo I é aberto assim:
“A maneira mais comum de amolecer o coração, quando, vingança em mãos, eles nos têm à sua mercê, é comovê-los pela nossa submissão, inspirando-lhes comiseração e piedade. Entretanto, a bravura, a tenacidade e a resolução, meios inteiramente opostos, alcançam às vezes idêntico resultado”.
Então, que fazer? O problema foi quase elucidado por ele mesmo, pouco mais adiante em seu texto. É que: “... em verdade o homem é de natureza muito pouco definida, estranhamente desigual e diverso. Dificilmente o julgaríamos de maneira decidida e uniforme”.
Instigante, não? Acho que tem alguma coisa a ver com Direito e Política... muitas outras coisas, muito mais! Regras severas para julgamento... sistemas, estruturas, Constituição.
Teresópolis, 28 de julho de 2009.
postado por >THIAGO
às 19:02
Quinta-feira, Agosto 06, 2009
BASE DO QUINTO METATARSO II – AUSÊNCIA NO MEIO
Aí eu pensei: “45 dias de imobilização, sem vagar por aí, que pensaram os caras do bar sem notícias minhas?” Dada a minha frequência lá seria para estranharem, tanto o Seu Wilson, do bar dele, mas que chamamos de bar do Paulinho, o principal atendente e também Seu Mário e família, no bar do português. Poderiam ter posto um cartaz com uma foto 3x4 ampliada com a mensagem: Desaparecido, possuidor de distúrbios mentais. Ou uma foto minha com a galera à beira da mesa de sinuca e afixada numa das prateleiras, ao lado da catuaba e da vodca Komaroff, uma vela acesa e os dizeres: Thiago, saudades eternas: 1978-2009.
Cheguei até a pensar em enviar minha mãe em missão especial lhes comunicando o acidente e meu tempo de resguardo, porém, temi uma resposta malcriada, com toda a justificada razão. Por sorte meu irmão realizou tal missão sem demais problemas. Os membros dos bares lamentaram o ocorrido. Fiquei feliz em saber que eles queriam que eu fosse lá, ainda que capengando e de muletas; disporiam um banco especial para o acidentado etc. Isso me comoveu, mas não sou de desobedecer ordens médicas, pelo menos neste caso específico.
Tinha a intenção de passar todos os dias lendo “Guerra e Paz”, talvez terminando-o em pouco mais de um mês. Entretanto, subestimei a genialidade de Seu Liev Tolstoi com sua capacidade de nos prender na trama da aristocracia russa do século XIX durante a Guerra Napoleônica. Ademais, recebi o presente em ler ensaios sobre História, Filosofia e Ciência Política incrustada no romance, — não sabia disso — uma originalidade característica dos grandes pensadores da humanidade. Logo, em 11 dias terminei a leitura. Entre os destaques, transcrevo uma passagem do capítulo XVII da décima parte:
“Ao aproximar-se o perigo, duas vozes se elevam com igual força dentro do homem: uma, muito razoavelmente, manda refletir sobre a espécie mesma do perigo e sobre o meio de evitá-lo. A outra, ainda mais razoavelmente, diz que é por demais atormentador pensar nos perigos, pois que prever todos e afastá-los não está ao alcance do homem e por conseguinte é preferível que este se afaste das coisas dolorosas até o momento delas acontecerem e pense nas agradáveis.”
O próximo texto pode entrar algo dos Ensaios de Michel de Montaigne.
Teresópolis, 29 de julho de 2009.
postado por >THIAGO
às 17:57
Quarta-feira, Julho 29, 2009
BASE DO QUINTO METATARSO
Em atitude heróica quebrei a base do quinto metatarso direito. Desci do ônibus; enquanto o pé esquerdo se firmava no solo plano o direito se encontrava com um sonorizador “tartaruga”. Sem direito à dor da torção, a contusão foi direta no osso. Quarenta e cinco dias que terminarão no início de agosto, cinco dos quais com gesso e o resto com a bota ortopédica, a melhor invenção da ortopedia nos últimos anos.
Férias da secretária aqui de casa, minha mãe viajando, meu pai e meu irmão trabalhando; eu sozinho em casa com os quatro cachorros, gesso e sem muletas, pois teoricamente estaria em repouso. Tive, no entanto, que me locomover para coisas básicas e extras (cachorros) da casa, logo o gesso se deteriorou embora tenha impedido algumas quedas. E cinco dias depois a graça divina e também os anos de faculdade e residência iluminaram o jovem ortopedista de plantão — que conhecia um camarada meu de Petrópolis — para que eu utilizasse a bota e as muletas. Uma nova vida.
Não podendo homenagear Michael com suas passadas nem comemorar muito a vitória do Brasil na Copa das Confederações, e muito menos viajar para um congresso em Fortaleza. Minha diversão se resumiu à escrita e à leitura; e também a algumas contas. Deixei de lado uma leitura específica, “A Pirâmide e o Trapézio”, onde Raymundo Faoro faz estupenda análise sociopolítica mediante as obras de Machado de Assis e em três dias li uma coletânea de Contos Fantásticos, organizada por Flávio Costa.
Entre tantos contos, o do italiano Dino Buzzatti, nosso contemporâneo, me motivou a ler uma de suas obras que tinha no caos de minha estante: “Naquele Exato Momento”. Não era, porém, um romance, e sim uma sequência de crônicas publicadas ao longo de sua carreira jornalística. Eu não sabia se estava disposto a ler algo desse estilo. Seu primeiro texto muito me impactou e preferi deixa-lo para outra ocasião. Aqui está:
“A FÓRMULA
De quem tem medo, imbecil? Das pessoas que o estão olhando? Da posteridade, por estranho acaso? Bastaria uma coisa ínfima: conseguir ser você mesmo, com todas as fraquezas inerentes, mas autêntico, indiscutível. A sinceridade absoluta seria em si mesmo um tal documento! Quem poderia suscitar objeções? Este é o homem, um dos muitos, se quiserem, mas um. Os outros seriam obrigados a levá-lo em consideração, estupefatos pela eternidade.”
Então, assim sendo, este parágrafo me foi bastante. Lerei o resto depois. Parti para “Guerra e Paz” de Tolstoi, mais de mil e duzentas páginas de uma edição de 1957, presente de aniversário dado por meu pai há uns quatro anos, traduzida do francês por Gustavo Nonnermann, com ortografia bem diferente da atual. Destaquei algumas frases além de elaborar pequenos ensaios sobre algumas passagens. Uma das passagens escreverei aqui em breve.
Teresópolis, 29 de julho de 2009.
postado por >THIAGO
às 14:37
Segunda-feira, Junho 29, 2009
A HERANÇA
Esses indivíduos ou empresas especializadas em Spams podem ser tudo menos otários. Na verdade, otários são os que eles procuram e de repente calha do otário ser você, de acordos com as circunstâncias. Se não fosse a eficiência do meu atualizado anti-vírus, poderia estar com o computador fadado à perda total. O otário quase fui eu.
Recebemos um e-mail do departamento de Ciência Política, recomendado por um professor do departamento de Relações Internacionais da UFF, sobre um intercâmbio entre mestres e doutores do Brasil e de Angola, proposto pela Universidade Agostinho Neto, sediada em Luanda. Impressionante como todos desconfiaram de início, porém a fidedignidade do assunto foi comprovada, inclusive por mim, que me comuniquei com a faculdade de Letras e Ciências Sociais da dita universidade angolana. A proposta me interessou e até março deste ano receberia a resposta que, em si, já era a aprovação, ou seja, quem não recebeu não foi aprovado. Eu não recebi.
Mas havia ficado na expectativa. Alguns spams não vão direto para a caixa destinada a eles, e, em certa ocasião, esperando a resposta africana apareceu um e-mail cujo assunto tinha a ver com a África. Abri-o e só depois disso percebi que era aquele famoso e-mail de uma herança que você tem que receber de um moribundo ou morto milionário na África.
Como os detalhes suspeitos do e-mail foram bloqueados, pude ler o seu conteúdo, em inglês oxfordiano. Pelo que entendi, em Lagos, ex-capital nigeriana, o testamento de um velho milionário daquele país continha meu e-mail para que seus assessores me pusessem a par da herança que tinha direito. Digo que só havia meu e-mail porque pediam todos meus dados, inclusive conta bancária, a fim de me enviarem a passagem Rio – Lagos (GIG - LAS), sem acompanhante, para receber pessoalmente o montante milionário do qual eu tinha direito.
Lembrei-me do meu velho companheiro Lawrence Okitchue Kanuba, — só poderia ser dele o testamento — que juntos lutamos para transposição do governo federal de Lagos, que ele tanto amava, para Abuja, concretizada em 1991. E saímos vencedores. Lagos poderia se reerguer sem a influência dos onerosos deveres e demais responsabilidades de uma grande capital. Foi árdua a luta.
E soube de supetão sobre sua morte, sem estar presente ao enterro. Deve ter sido estranho para os ouvintes, em seu leito de morte, a lembrança de meu nome pouco antes de seu ultimo suspiro: “Please, find Thiago, in Brazil. He deserves part of my fortune”. Mas ele e sua família sabem o quanto me esforcei para seguir suas causas.
Não. Eu não fui para Nigéria receber a fortuna. Nada me compensaria da perda de um grande companheiro de batalha senão a lealdade que sempre tivemos. A grande receptividade que tive lá, o acolhimento de Mrs. Kanuba, as conversas longas com os filhos deles, Timmy e a bela Kaliah, os quais eu considero irmãos, em passeio pelo Brazilans’ quarter,. As aulas de Yoruba e algumas lições do Alcorão. Não, não era digno receber dinheiro depois de tudo que passamos e que fizeram por mim.
Por isso, nem respondi de volta. A minha memória na Nigéria morre com o velho Larry Kanuba. Chega de lembranças.
Teresópolis, 28 de maio de 2009.
postado por >THIAGO
às 11:38
Segunda-feira, Junho 01, 2009
SE O SPAM É INEVITÁVEL...
Acredito que todos saibam o que é e sofram de Spam em seus e-mails. Diferente das malas-diretas, as quais dispõem uma opção de não receber mais aquele tipo de informação “clique aqui”, os Spams — não sei o plural disso — são perversos. Neles vêm artifícios que comprometeram a segurança de seu computador, camuflados de endereços falsos e origem duvidosa que ludibria a pessoa. Cuidado, você pode ser enganado! Podemos denunciar Spams, mas somente aquele, de infinitos endereços, será bloqueado, e estamos fadados a recebê-los enquanto durar nossa ERA da Informática e das avançadas Telecomunicações.
Entretanto, os caras que bolam este tipo de golpe acreditam piamente na ingenuidade cibernética e social do ser humano. E tem gente que cai nessa, ninguém está livre.
Temos o clássico dos clássicos: “Enlarge your Penis and make your girl crazy”, comumente acompanhado de fornecimentos diretos e mais baratos de Viagra. A ameaça de cancelamento de contas, tanto bancárias como de e-mail. Se fosse tão fácil fechar uma conta por e-mail, já teria feito isso.
Comprovantes de depósito nas contas de bancos que não temos conta; fotos de sua esposa te traindo e fotos, inclusive suas, em festas nas cidades por onde jamais passou. Nesses dias recebi um e-mail de uma tal Camila Souza, mandando uma foto para que eu visse como eu estava numa rave... em Londrina, onde jamais, em tempo algum, estive.
Notificações judiciais de órgãos inexistentes: Ministério Judiciário da Procuradoria Privada da União, ou algo mais esdrúxulo, pode solicitar, pelo seu e-mail, comparecimento para a defesa de um crime que você cometeu.
É vasta a gama de Spams comédias que recebemos. Há dois deles que eu gostaria de responder, transformando-o em mote para romances best-sellers da Literatura. Um de caráter amoroso e outro sobre uma herança a que tenho direito. Pelo espaço que temos aqui falarei somente do primeiro.
Recebi de uma joana (sic), o seguinte clamor:
“hoje me sinto tão triste por estar longe de ti, me ignora, não me responde, não me faça sofrer, por favor... eu te amo, não faça do amor algo desonesto
Responder Mensagem”
A incoerência é flagrante, logo, responderia assim:
Joana, minha fina flor do maracujá,
Bem sabes que nosso amor estava fadado à efemeridade, à simples ventura. Tu recordas? Fingir-me de mendigo mudinho, todos os dias, para entrar no seu convento e pedir um prato de comida, burlar as freiras e depois passarmos a noite juntos sobre a relva do jardim, — eu com a mais belas de todas as noviças — era uma ventura nefasta diante dos olhos Divinos, e da moral de nossa sociedade. Minha mulher desconfiava, minha filha sentia a ausência do pai. O meu chefe já não me via mais como o dedicado amanuense que eu sempre fora, ícone da eficiência, honestidade e competência para com o dinheiro público.
E quanto a ti, deverias desconfiar que todo o convento já sabia de nosso pecado, tanto que a Madre Superiora me deu um ultimato: ou me deitava com todas as noviças e freiras, ou nunca mais receberia aquela bela sopa. E como era todo e somente seu, preferi abandonar tudo, sem ao menos me comunicar, deixando-te apenas um exemplar de Decameron, do Giovanni Boccaccio, para que soubesses de onde tirei a ideia do mendigo mudinho. Viste? Não sou um homem criativo. Espero que tenhas lido.
Mas, agora, quanto ao seu bilhete, tenho minhas dúvidas se teu amor por mim era verdadeiro. Repare na confusão de seu bilhete: “hoje me sinto tão triste por estar longe de ti”, hoje? Somente um dia? “me ignora, não me responde, não me faça sofrer, por favor...” isso tudo foi um pedido? Ignorar-te? Não te responder? E depois, não te fazer sofrer? Pergunto-te, meu doce de abóbora com côco, que deveria fazer: ignorar-te ou não te fazer sofrer? Ou os dois?
Contudo, me amas, mas não fiz do amor desonesto, não... as regras da desonestidade do amor não foram estabelecidas por mim.
Mensagem respondida, câmbio, desligo.
Teresópolis, 28 de maio de 2009.
postado por >THIAGO
às 14:54
